31ª Casa de Criadores – Verão 2013 – Day 2

31ª Casa de Criadores – Verão 2013 - Backstage - Arnaldo Ventura
31ª Casa de Criadores – Verão 2013 – Arnaldo Ventura @Ligia Cristaldi – BRRUN.COM


Projeto LAB

Jonathan Gurgel

Para falar de Verão, o estilista Jonathan Gurgel faz o caminho contrário e evoca os símbolos da estação que antecede o frio, o outono. Um desejo de proximidade maior e proteção para a próxima estação ou o outono conseguem ser a época em que as temperaturas amenas protegem-nos de qualquer descuido na escolha da roupa? O look de abertura do desfile, um vestido estampado laranja com barra de renda é sobreposto com um colete cinza. Funciona a cor da estamparia com uma cor neutra. Notamos uma tentação (interessante) de um criador cearense em aliar um aspecto artesanal com uma padronagem mais urbana, como acontece, por exemplo, na saia de renda preta intercalada por um tecido de listas vermelhas. Mas nem tudo é acolhimento neste “outono”. Vale refletir sobre a insistência no uso de estampas, como no vestido com ombros com motivos de frutas e desenhos da marca do estilista. Poderia talvez, ter optado somente por uma única referência? Outros dois momentos: a blusa de alcinha rendada que reforça um desejo artesanal (novamente com ar atual) e o bolero (casulo?) de shantung estruturado e geométrico. O que importa aqui é a evolução do trabalho de um estilista. Depois de peças mais realistas, que não perdem a ousadia de experimentar, o desafio que se coloca, é o de reforçar, com tudo o que isto implica, a imagem desta mulher.

Jonathan Gurgel - Projeto Lab - Casa de Criadores Verao 2013 Jonathan Gurgel - Projeto Lab - Casa de Criadores Verao 2013

Jonathan Gurgel - Projeto Lab - Casa de Criadores Verao 2013 Jonathan Gurgel - Projeto Lab - Casa de Criadores Verao 2013

Virgílio Couture

Na Virgilio Couture o tema “aparências” serve para evocar um jogo de sobreposições e transparências. Os shapes retos, com camadas, cortes a laser e manuais apresentam tons como o branco, o preto, o amarelo, o azul, o rosê e o camelo. Georgette, chiffon, viscose e algodão, misturados com seda e algodão puro confundem as vistas “para o que é o quê”. Bom exercício como no terceiro look de blusa listrada e saia com um patchwork moderno. Um experimentalismo que antecede as formas e prima pelo uso diverso das possibilidades que oferecem as matérias.

Virgílio Couture - Projeto Lab - Casa de Criadores Verao 2013 Virgilio Couture - Projeto Lab - Casa de Criadores Verao 2013

Virgilio Couture - Projeto Lab - Casa de Criadores Verao 2013 Virgilio Couture - Projeto Lab - Casa de Criadores Verao 2013

Thiago Schynider

Ao som de violino, uma modelo entra em cena coberta com um tecido preto. De imediato, lembramos das mulheres mulçumanas e suas burcas. Ao deslizar em seu corpo, o tecido revela uma espécie de odalisca, de fada ou de clima de mil e uma noites contemporâneo. A ideia se desenvolve em um jogo de esconde-esconde: calças na parte frontal e atrás um manto. Desejo de ocidentalizar uma cultura fortemente marcada por símbolos religiosos e conservadores? Mesmo interessante, o vestido do final com pedras brancas gigantes não funciona. Se a vontade era mostrar uma mulher aprisionada em seus sonhos – por isto a barra fechada – ganhamos em cena um incômodo, não só aos olhos, mas para a modelo. O conceito é interessante. Depois de provocar a nossa reflexão, mostrando o que se esconde no corpo desta mulher, falta propor uma ideia em como “libertá-la”…

Thiago Schynider - Projeto Lab - Casa de Criadores Verao 2013 Thiago Schynider - Projeto Lab - Casa de Criadores Verao 2013 Thiago Schynider - Projeto Lab - Casa de Criadores Verao 2013

Teodoro e Anita

Vencedores da 4ª edição do Ponto Zero, os estilistas Isadora Zendron e Lucas Devitte partem para um tema difícil: o Teste de Rorschach. Com uma cartela de cores composta por rosa, verde, azul e amarelo, tons pastel, e preto, as formas variam entre as soltas e as geométricas. Os acessórios – como a bolsa-carteira – ganham efeitos de folha de acetato e plástico refletivo.  Apesar do desejo de experimentação nos exercícios de camada, a coleção reafirma a sensação de algo já visto.

Teodoro e Anita - Projeto Lab - Casa de Criadores Verao 2013 Teodoro e Anita - Projeto Lab - Casa de Criadores Verao 2013

Teodoro e Anita - Projeto Lab - Casa de Criadores Verao 2013 Teodoro e Anita - Projeto Lab - Casa de Criadores Verao 2013

Casa de Criadores

Ale Brito

Sem apresentar novidades ou acréscimos em relação ao seu Inverno, Ale Brito reforça a sua vocação em vestir garotas e garotos que transitam pelas noites e primam por um visual rocker e silhueta ajustada. Para o Verão 2013, o cenário é o de uma escola de freiras. Logo no primeiro look, um vestido preto ajustado ao corpo com gola branca reflete a inspiração, remetendo-nos aos hábitos das freiras. Os brincos geométricos insinuam as formas de uma igreja e os efeitos furta-cor – que apareceu em outras passarelas – pode ser uma lembrança do guarda-roupa de um rockstar ou dos vitrais de uma Catedral. Couro, organza e a sarja rezam ao lado de cores que incluem o preto, o branco, o salmão, o dourado e o cinza. Apesar de comercial e desejável, a coleção que mostra a evolução de um sonho de uma menina de 18 anos que deseja se libertar dos paradigmas religiosos pode ser um meio de reflexão: esse sonho tem hora para acabar, ou é também, o (in) desejo de Brito de provocar uma nova estética nas próximas coleções?

Ale Brito - Casa de Criadores Verao 2013 Ale Brito - Casa de Criadores Verao 2013 Ale Brito - Casa de Criadores Verao 2013

Ale Brito - Casa de Criadores Verao 2013 Ale Brito - Casa de Criadores Verao 2013 Ale Brito - Casa de Criadores Verao 2013

Juss

A imagem inicial é a de garotos que transitam com ousadia e desenvoltura em uma metrópole. O clima urbano é reforçado pelo uso do neoprene e em peças como o casaco branco, verde e laranja, que ora parece aberto e fechado. A cartela de cores fortes como laranja, vermelho, azul e verde e o styling com meias que acompanham a vivacidade dos tons, remete-nos – logo de imediato – ao universo dos grafites, dos trabalhos artísticos nos muros de SP. A camisa P&B com estampa de rosto decodifica. É sobre “indivíduo num grupo”. As formas amplas e maxi ocupam um espaço, ampliam, intensificam um corpo em uma arena como a cidade, em que a maturidade e a ousadia são necessárias para a composição de um guarda-roupa. Sem muitas frescuras, mas do jeito que eles gostam.

Juss - Casa de Criadores Verao 2013 Juss - Casa de Criadores Verao 2013 Juss - Casa de Criadores Verao 2013

Juss - Casa de Criadores Verao 2013 Juss - Casa de Criadores Verao 2013 Juss - Casa de Criadores Verao 2013

Gabriela Sakate

O exercício criativo entre a moda e a escultura parece – em um primeiro momento – sempre funcionar. É que talvez seja a manifestação artística mais próxima de conjugar os anseios pelas transformações de um corpo, de uma proposta estética e busca do ideal de beleza. Em seu Verão 2013, Gabriela Sakate parte do trabalho do escultor norte-americano John Chamberlain para criar formas estruturadas, que lembram – novamente – um futurismo comedido, limpo, apurado. As cores em off white, preto e caramelo ajudam na composição e no trabalho de peças como mini shorts, a ideia de origamis nas blusas e no vestido branco, e no calça reta branca com zíper. Se o metalizado dá o tom de futuro, há momentos de “pecados”. O vestido em formato A metalizado super estruturado é uma peça carregada de informação de moda. Pode funcionar em um editorial, mas destoa do foco comercial da coleção. Alerta aos estilistas: precisamos repensar a escolha dos sapatos no styling. Ora apertado, ora largo, a peça tem impedido que as modelos transitem com desenvoltura na passarela. Em se tratando da criação de desejo, nenhuma mulher almeja uma atitude sem segurança.

Gabriela Sakate - Casa de Criadores Verao 2013 Gabriela Sakate - Casa de Criadores Verao 2013 Gabriela Sakate - Casa de Criadores Verao 2013

Gabriela Sakate - Casa de Criadores Verao 2013 Gabriela Sakate - Casa de Criadores Verao 2013 Gabriela Sakate - Casa de Criadores Verao 2013

Jadson Raniere

Definitivamente: existem estilistas e criadores que não necessitam de ponto de partida ou tema de inspiração. E daí que logo me chama atenção, o fato de que a moda talvez seja a única que necessite declarar como se fosse um manifesto, uma licença e uma autorização as suas inspirações. Não seria o repertório interno do estilista por si só uma fonte inesgotável de ideias? Mesmo partindo do clima de “dias nublados”, o Verão de Jadson Raniere justifica-se pelas escolhas certeiras, que vão desde a cartela de cores, as formas (gosto mais das soltas do que as estruturadas) e o styling de Renata Correa com óculos redondos e viseiras. Momentos únicos. Para os meninos: bata de tecido fluído, leve e branca, o look bermuda, blusa com capuz em um tom vermelho e a estampa (objeto de desejo) que aparece no macacão próximo ao corpo e na regata masculina. Mesmo sem arrancar aquele suspiro ao final da apresentação, a coleção de Ranieri evoca a emoção da técnica, de uma coleção com peças funcionais, experimentais e belas. Parece que aqui, dias nublados não são sinônimos de melancolia e desleixo, mas de atitude e elegância. Se na Moda as duas palavras parecem tão distantes – e por vezes, supérfluas – neste caso são traduções.

Jadson Raniere - Casa de Criadores Verao 2013 Jadson Raniere - Casa de Criadores Verao 2013 Jadson Raniere - Casa de Criadores Verao 2013

Jadson Raniere - Casa de Criadores Verao 2013 Jadson Raniere - Casa de Criadores Verao 2013 Jadson Raniere - Casa de Criadores Verao 2013

Luiz Leite

Se a sonoridade da música de abertura do desfile com tambores e estética tribal levou-nos para um universo agressivo, pós-humano e inabitável em nossa selva de pedra, foi só engano. Ou melhor, contraponto ao que a marca levou à passarela. Os colares étnicos e tribais do styling reafirmaram a trilha sonora e as peças, e principalmente, as lindas estampas florais e os mini comprimentos, denunciaram que alguns símbolos que acreditamos, como agressivo, doce, romântico, etc já não podem ser lidos – há tempos – como sinônimos ou traduções literais. A silhueta é seca e o índigo ocupa – como sugere o tema – boa parte dos looks.  “Oceano Índigo” é uma coleção que do começo ao fim remete à tranqüilidade de um verão praiano, do clima relax e de sossego de férias no Verão e a vontade em diminuir as peças de roupas sem perder a bossa.

Luiz Leite - Casa de Criadores Verao 2013 Luiz Leite - Casa de Criadores Verao 2013 Luiz Leite - Casa de Criadores Verao 2013

Luiz Leite - Casa de Criadores Verao 2013 Luiz Leite - Casa de Criadores Verao 2013 Luiz Leite - Casa de Criadores Verao 2013

Arnaldo Ventura

Arnaldo Ventura é um daqueles estilistas/ criadores que não teme a ousadia, ou melhor, sabe dosar a ousadia (necessária para a moda) com uma visão, uma linha de tempo de história e unicidade estética. “O que se vê é o que ainda não se viu…”. Compromisso que todos se prontificam, mas que só nasce com o desejo de despertar outras indagações. Em “O Céu que Habito” podemos até buscar uma referência para se situar nos filmes de Tim Burton ou no universo do conto de fadas. Trata-se de um auto-engano. Logo na entrada, duas meninas vestidas e de aparências iguais já demonstram que qualquer semelhança é mera coincidência.  Com véu na cabeça preparam-se para romper com qualquer tratado ou ato imaculado. É preciso ir além. A coleção estruturada com entretelas e com looks leves, prima pelo uso de preto e rosa-claro (Arnaldo não diferencia a cartela para o masculino e o feminino). Destaque para o uso inusitado e coerente da cortiça nas peças de roupa, que reforçam a vocação sacra, diáfana e sutilmente profana na beleza da coleção. Se os chapéus de noviças e as anáguas de tule compõem o styling, ajudando-nos com uma explicação, o uso do tecido plano de bambu é inteligência criativa do estilista. Não é a primeira vez que sinto que Ventura – e posso estar enganado disto – pensa uma coleção sem o medo de não agradar. Talvez seja isto que, transforme seus desfiles em uma aula – nada dogmática ou ortodoxa – de Moda e de como conduzir/ pensar/ sentir e provocar uma plateia que não dispensa a emoção.

Arnaldo Ventura - Casa de Criadores Verao 2013 Arnaldo Ventura - Casa de Criadores Verao 2013 Arnaldo Ventura - Casa de Criadores Verao 2013

Arnaldo Ventura - Casa de Criadores Verao 2013 Arnaldo Ventura - Casa de Criadores Verao 2013 Arnaldo Ventura - Casa de Criadores Verao 2013

Karin Feller

Se no passado a Colômbia, que já foi território – antes da colonização oficial – das tribos indígenas Chibchas, Quimbaya e Tairona, e recentemente, como os outros países da América do Sul de um domínio por meio da força que ceifava seu potencial expressivo e de autonomia, hoje é referência – ao lado do Peru e do Brasil – para criações artísticas. Karin Feller fez de sua viagem uma fonte de inspiração para o seu Verão 2013. Com toda a poesia necessária à marca, a Orquídea – flor símbolo do país – inspira cores, formas e estampas. Se na roupa, Feller exercita seu potencial de sutileza em relação ao tema, no styling as simbologias da região aparecem em objetos de desejos, como os colares, pulseiras e brincos étnicos e na força dos chapéus com correntes e paetês douradas dos três últimos looks. Tons terrosos como o marrom café, laranja queimado, dividem a cena com o pink, amarelo abacaxi e azul esverdeado. Assim como Juliana Moriya, Karin Feller conhece bem a mulher que propõe. Mesmo afastada de um exercício de modelagem ou de criação muito crítico, consegue registrar em nossas memórias uma imagem de verão sólido. Poucos têm a habilidade em configurar, por meio de uma inspiração tão marcada, as suas referências iconográficas em peças de roupas.

Karin Feller - Casa de Criadores Verao 2013 Karin Feller - Casa de Criadores Verao 2013 Karin Feller - Casa de Criadores Verao 2013

Karin Feller - Casa de Criadores Verao 2013 Karin Feller - Casa de Criadores Verao 2013 Karin Feller - Casa de Criadores Verao 2013

Rober Dognani

O excêntrico pianista estadunidense Wladziu Valentino Liberace é o ponto de partida para a coleção de Rober Dognani. Se a ideia aqui era evocar um simbolismo chic-kitsch, o exercício restringiu-se apenas à escolha do tema e a utilização da estamparia digital (algo abatido) no jersey. O que notamos é uma coleção fraca, sem muito exercício e repetitiva. Mesmo sendo a ideia central da coleção, o jersey aparece em vários momentos. Até aí nenhum problema. A questão que se coloca é a da forma e da estética particular de cada look. Não há nada que desperte o desejo. Na realidade, com uma coleção com peças tão parecidas, como “forjar” o retorno de sua cliente à loja diversas vezes na mesma estação? O final, que poderia ter sido uma apoteose com pegada 70´s soa mais como uma amostra do que não se deve fazer: colocar as mãos no piano para tocar uma nota só.

Rober Dognani - Casa de Criadores Verao 2013 Rober Dognani - Casa de Criadores Verao 2013 Rober Dognani - Casa de Criadores Verao 2013

Rober Dognani - Casa de Criadores Verao 2013 Rober Dognani - Casa de Criadores Verao 2013 Rober Dognani - Casa de Criadores Verao 2013

Danilo Costa

As coleções do jovem Danilo Costa sempre partem de um pressuposto necessário à moda atual: o conforto. Pensando nas praias californianas, o Verão 2013 do estilista, pode ser avaliado como belo, usável e coerente. Não há espaço para tantos exercícios que denotam a evolução de um trabalho. A interessante cartela de cores, com tons pastéis justifica a opção pelo conforto em contraponto aos devaneios desconfortáveis de modelagens que presenciamos em outras marcas. Em jacquard, memory e sarja, Danilo cria pontos interessantes como a saia plissada cítrica e os maiôs com laçarotes do lado. Por mais que seja uma imagem abatida, o uso de calças ajustadas com camisetão estampado funciona para os meninos. Eles por sua vez, continuam insistindo em simbologias do universo infantil, como as estampas de bicho de pelúcia. E daí que, para justificar essa escolha e por uma questão de repertório da marca e do estilista, o uso recorrente de uma estética que remete a este universo, mostra uma zona de conforto ou um artifício para se chegar ao que entendemos como criatividade.

Danilo Costa - Casa de Criadores Verao 2013 Danilo Costa - Casa de Criadores Verao 2013 Danilo Costa - Casa de Criadores Verao 2013

Danilo Costa - Casa de Criadores Verao 2013 Danilo Costa - Casa de Criadores Verao 2013 Danilo Costa - Casa de Criadores Verao 2013

Top Hat

Acreditamos como já salientamos em algumas críticas anteriores, que a Casa de Criadores é um espaço de experimentação e novas propostas estéticas. Entendemos que a marca cumpre seu papel comercial, mas não evoca estes simbolos do evento para o processo de criação. Entendido isto, não comentaremos o desfile nesta crítica.

Top Hat - Casa de Criadores Verao 2013 Top Hat - Casa de Criadores Verao 2013 Top Hat - Casa de Criadores Verao 2013

Sta. Victoria

Ao som ao vivo da banda Mustache & Os Apaches, a marca fez sua estreia nesta 31ª Casa de Criadores. Comandada pela estilista Camila Panades, a Sta. Victoria que se intitula beachwear de luxo, percorre a icônica região da Catalunha, na Espanha e propõe uma releitura moderna da estética do arquiteto Antoni Gaudí e da tradicional Festa dos Reis. Com estampas desenvolvidas pela artista plástica espanhola Maria Gomez García, notamos uma profusão de bordados em vestidos pós-praia, maiôs tomara-que-caia, com recortes e aplicação de bijoux. Saídas de praias geométricas com franjas de canutilhos celebram o lado mais autoral da coleção. Sugestão: os caftãs e as saídas poderiam ser mais esvoaçantes. Funciona na passarela e no corpo da vida real. Uma estreia interessante em uma semana de moda com pouco espaço para o exercício permanente de beachwear.

Sta. Victoria - Casa de Criadores Verao 2013 Sta. Victoria - Casa de Criadores Verao 2013 Sta. Victoria - Casa de Criadores Verao 2013

Sta. Victoria - Casa de Criadores Verao 2013 Sta. Victoria - Casa de Criadores Verao 2013 Sta. Victoria - Casa de Criadores Verao 2013

Der Metropol

Com styling assinado por Cacá Di Guglielmo, a Der Metropol encerrou a 31ª Casa de Criadores mantendo as características iniciais da marca: o estilo street e urbano, mas que não abre mão do descolado. A proporção do primeiro look: blazer e calça mais solta do corpo evidencia as boas ideias da sequência, como a releitura de uma alfaiataria mais jovem, cool e feita para todas as ocasiões, o floral da camisa branca, o short com estampa de capim, o jogo de P&B (bicolor) na bermuda e regata, os detalhes de couro na calça preta e o macacão smoking P&B. Algumas ideias que apareceram em desfiles anteriores, mas que aqui retornam com uma força de informação de moda mais apurada. Um bom fechamento para esta edição. Até a próxima.

Der Metropol - Casa de Criadores Verao 2013 Der Metropol - Casa de Criadores Verao 2013 Der Metropol - Casa de Criadores Verao 2013

Der Metropol - Casa de Criadores Verao 2013 Der Metropol - Casa de Criadores Verao 2013 Der Metropol - Casa de Criadores Verao 2013



Clique AQUI para ver a galeria dos nossos cliques dentro do backstage!

Texto: BRUNNO ALMEIDA MAIA
Edição: BRUNO CAPASSO

  • Ana

    Achei interessante a crítica sobre o Rober Dognani, parece que foi escrito por alguém magoadíssimo que não recebeu nenhum jabá, sacolinha pra falar bem. Afinal, as fotos exibem exatamente o contrário do que é comentado. Foi o desfile mais aplaudido por "não amigos" da platéia. Cores e formas que fogem do comercial, trabalha a riqueza das texturas e a não linearidade das cores. Talvez fosse esperado algo mais como "Paraíso Artificial", mas o comentário "fonte Wikipedia" não convenceu.